Aprender de Cor quem Amamos

Aproveitar bem cada segundo.

Não desperdiçar tempo nem energia em coisas que nos fazer marcar passo ou que nos esgotam a paciência.

Entender que nada realmente nos pertence…nem o tempo, nem aqueles a quem queremos agarrar para sempre.

” Comportamo-nos como se as pessoas de quem gostamos fossem durar para sempre. Em vida não fazemos nunca o esforço consciente de olhar para elas como quem se prepara para lembrá-las. Quando elas desaparecem, não temos delas a memória que nos chegue. Para as lembrar, que é como quem diz, prolongá-las. A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar dela como da vida.
Devemos tentar aprender de cor quem amamos. Tentar fixar. Armazená-las para o dia em que nos fizerem falta. São pobres as maneiras que temos para o fazer, é tão fraca a memória, que todo o esforço é pouco. Guardá-las é tão difícil. Eu tenho um pequeno truque. Quando estou com quem amo, quando tenho a sorte de estar à frente de quem adivinho a saudade de nunca mais a ver, faço de conta que ela morreu, mas voltou mais um único dia, para me dar uma última oportunidade de a rever, olhar de cima a baixo, fazer as perguntas que faltou fazer, reparar em tudo o que não vi; uma última oportunidade de a resguardar e de a reter. Funciona.”
Miguel Esteves Cardoso, in ‘As Minhas Aventuras na República Portuguesa’
L.O
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Para os meus avós.

Partiram todos.

Dos 4 apenas conheci três e gostei tanto de os ter!

Manuel, Justina, João e Gracinda .

Fica o vazio da ausência da presença, do toque dos dedos enrugados, do riso, da voz, do abraço, da palmadinha na bochecha.

A morte rouba das nossas vidas, os que amamos, mas as memórias, ah as memórias, essas permanecem para sempre.

“A tua voz ouço-a agora, vinda de longe, como o som do mar imaginado dentro de um búzio. Vejo-te através da espuma quebrada na areia das praias, num mar de Setembro, com cheiro a algas e a iodo. E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas ilusões de que tudo podia ser meu pra sempre.”

Miguel Sousa Tavares

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L.O

Coragem 

A vida ensinou-me recentemente que coragem é encarar a dor de frente. Deixar doer, sangrar, acreditando sempre que um dia a ferida cicatriza e a dor já lá não vai estar.

Coragem é assumirmos que sozinhos não conseguimos suportar. Que a dor é superior às nossas forças. 

Coragem é aceitar o colo que nos dão. 

Coragem é ter o coração cheio de gratidão por todo o amor que recebemos. 

Coragem é termos a certeza que temos muito mais do que merecemos. Que apesar das perdas, dos sonhos roubados, do vazio que fica, da dor que teima em persistir, temos tudo, mesmo tudo, quando perto de nós, estão todos os que nos amam e que amamos com todo o nosso coração. 

Coragem é respirar fundo e recomeçar. 

Coragem é, olhar para uma ferida aberta e aceitar que talvez haja sonhos que não são possíveis de alcançar e ainda assim, acreditar! 

Coragem é crer, mesmo sem ver, que um dia tudo mas mesmo tudo, vai ficar bem, porque de mão dada contigo, nos trilhos mais dolorosos da vida, estão as pessoas mais maravilhosas que existem.

❤️

Para mãe, pai, mana, marido, amigos, de perto ou de longe, mas que estão sempre lá, nas vitórias ou derrotas da nossa vida e todos aqueles que amam os que nos amam e que torcem por nós.  ❤️

Florir apesar de tudo.

Há um ano atrás a minha mãe deu-me um cacto pequenino para eu plantar. 

Não ligando ao que os entendidos na matéria dizem, plantei num aquário de vidro que tinha guardado na garagem. 

Tinha tudo para dar errado. O vaso é fechado, apesar de estar rachado, a terra estava seca por estar guardada na garagem sei lá bem desde quando e foram mais os meses que esqueci de o regar do que o contrário. 

Lembrava-me que tinha de o regar quando, por acaso, tinha de ir à varanda. 

A verdade é que abandonei o cacto. 

Estes dias, talvez fruto de emoções e pensamentos que ocupam a minha mente, lembrei-me dele.

– pobre cato, pensei. Que desperdício! 

Abri a varanda e ali estava ele. Contra todas as expectativas e ao contrário do que era suposto, tinha crescido e estava florido! 

A chuva e o sol tinham feito a sua parte. 

Quantas vezes olhamos para a nossa vida e o que dela temos feito e pensamos, que desperdício. 

Gastamos tempo, energia, saúde em coisas que não fazem sentido algum. 

Perdemos tempo, que jamais recuperaremos, marcamos passo quando há muito devíamos ter seguido em frente, discutimos por coisas que não importam para nada, procuramos a aprovação dos outros, esquecendo da aprovação que realmente importa.

O mundo está cheio de vasos rachados e secos. 

Sentimo-nos presos, amarrados, escravizados a culpas, a falhas, à falta de fé do passado. 

Sentimos que temos tudo para dar errado: a terra é seca, o vaso impróprio e sentimos que fomos abandonados! 

E é então que o milagre acontece. Um dia, florimos! Não porque tenhamos feito algo espetacular, mas porque o mérito e o poder nunca há-de ser nosso.

Florimos apesar do vento que nos tentou derrubar.

Florimos apesar de sermos fracos. 

Florimos, porque olhamos para cima, para o Único capaz de consertar vasos quebrados, o Único que dá ordens à chuva e sol para fazer a sua parte.

O Único que jamais nos abandona mesmo quando constantemente escolhemos não lhe passar cartão da nossa vida. 

 Florimos, quando pensamos que isso não seria possível. 

Passamos a acreditar que podemos ser conduzidos pelos nossos sonhos e não empurrados pelos nossos problemas.

Acreditar que tudo acontece por um motivo que desconhecemos. 

Acreditar que quando a resposta é sim, não importa se a terra é seca ou se o vaso está quebrado! 

Que é o que está pra frente que temos de enfrentar não o que ficou para trás. 

Então percebemos que só podemos estar gratos pela oportunidade de florirmos mais uma vez e confiar que, seja qual for o futuro, vai correr tudo bem.

❤️

L.O

Portugal 

Olá, o meu nome é Lídia, sou de Portugal e depois de sermos campeões europeus em futebol, hoje fizemos história e ganhamos o festival da eurovisão!

Hoje o meu país que é um país fabuloso, mostrou que quando queremos, conseguimos estar unidos num mesmo propósito!

Talvez devagarinho possamos aprender a sermos bons uns para os outros.

 

“Music with meaning”- Salvador

L.O

Liberdade…

 

… de escolheres ser bom.
De escolheres remar contra a maré quando tentam que o errado pareça certo.
De escolheres não falar mal dos que o fazem sobre ti.
De seres frescura quando o ambiente onde estás se incendeia.

A liberdade de escolheres perdoar os que te fazem mal, de forma a viveres mais saudável.
De enterrares machados de guerra que deixaram de fazer sentido ( ou nunca fizerem sentido.)

A liberdade de te afastares de pessoas que não precisas ter na tua vida, se isso realmente fizer sentido e não porque estás cheia de mágoa no coração.
A liberdade de não incendiares o ambiente onde estás, seja real ou virtual, com discussões ou polémicas que de nada servem, apenas para afastar as pessoas.
De escolheres ser o melhor que podes ser na vida dos outros, fazendo a diferença.
A liberdade de num mundo de aparências, escolheres ser real, verdadeira com quem tu és e não com quem os outros esperam que sejas.
A liberdade de estares calado, quando não tens nada de útil e importante para dizer.
De escolheres não criticares, porque não sabes o que se passa na vida dos outros.
A liberdade de perceberes que não és dono da razão, ninguém é.

Aceita isso. Umas vezes estás certo outras completamente errado.
A liberdade de seres simples.

E principalmente a liberdade respeitar a liberdade dos outros: das suas escolhas, das dores que sofrem, dos caminhos que percorrem, do clube que gostam, do partido que defendem, das suas crenças, da cor da sua pele, do estilo de música que ouvem, das roupas que usam.

Ate breve.

L.O