Não percas o agora.

INSTANTES,

Se eu pudesse novamente viver a minha vida, 
na próxima trataria de cometer mais erros. 
Não tentaria ser tão perfeito, 
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido. 
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério. 
Seria menos higiênico. Correria mais riscos, 
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, 
subiria mais montanhas, nadaria mais rios. 
Iria a mais lugares onde nunca fui, 
tomaria mais sorvetes e menos lentilha, 
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários. 
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata 
e profundamente cada minuto de sua vida; 
claro que tive momentos de alegria. 
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente 
de ter bons momentos. 
Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos; 
não percam o agora. 
Eu era um daqueles que nunca ia 
a parte alguma sem um termômetro, 
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e, 
se voltasse a viver, viajaria mais leve. 
Se eu pudesse voltar a viver, 
começaria a andar descalço no começo da primavera 
e continuaria assim até o fim do outono. 
Daria mais voltas na minha rua, 
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, 
se tivesse outra vez uma vida pela frente. 
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo”

Don Herold

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Ate breve.

L.O

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Não sejas prisioneiro do teu passado, mas construtor do teu futuro.

Acabei de ler mais uma vez um dos meus livros preferidos, Les Misérables de Victor Hugo.

A história decorre em França durante o século XIX. O protagonista, Jean Valjean, é um homem comum com um passado trágico que ficou órfão de pai e de mãe quando ainda era criança, tendo sido criado por uma irmã mais velha que já tinha sete filhos. Assim que a irmã fica viúva, Valjean torna-se o sustento da família, vendo-se obrigado a alimentar a família faminta. Para isso, rouba um pão de uma padaria e é condenado a cinco anos de prisão por furto e arrombamento.

As inúmeras tentativas de fuga da prisão atribuem-lhe um notável histórico de mau comportamento e Valjean é condenado a trabalhos forçados por dezanove anos.

Ao deixar a prisão, é rejeitado por onde passa devido ao seu passado violento. Valjean é expulso de hospedarias e rejeitado em casas particulares quando toca a campainha. Por fim, é abrigado por um bispo, um homem generoso que o acolhe. Porém, dececiona aquele que o acolheu após roubar castiçais e talheres. Quando é capturado pela polícia, no entanto, recebe o perdão do bispo, que mente para as autoridades ao afirmar que havia dado os objetos de presente para o antigo prisioneiro.

E é a partir desse momento, que Valjean resolve mudar de vida, passando a ser um homem honesto e de bem.

O antigo delinquente muda de identidade e torna-se dono de uma fábrica na Alemanha, onde ninguém conhece o seu passado obscuro.

Mas apesar de ter conseguido construir um novo destino, Valjean vive assombrado pela possibilidade de ser reconhecido. O inspetor Javert, um fanático pela justiça, anda a sua procura durante vários anos.

Associada ao livro, que deu origem a musicais e filmes, está a música I dreamed a dream  (sonhei um sonho) que diz qualquer coisa como isto:

Houve um tempo em que os homens eram bons, suas vozes eram doces e suas palavras encorajadoras.

Houve um tempo em que o amor era cego e o mundo era uma canção.

E essa canção era excitante

Houve um tempo… e então tudo deu errado

Eu sonhei um sonho num tempo que se foi

Quando a esperança era alta e a vida valia ser vivida

Eu sonhei que o amor nunca morreria, eu sonhei que Deus poderia perdoar

Eu tive um sonho de como minha vida seria

Tão diferente deste inferno que estou vivendo

Tão diferente agora daquilo que parecia

Agora a vida matou o sonho

Que eu sonhei

Quantos de nós conseguimos olhar para a história ou para esta letra e ver as nossas vidas?

Quantos de nós, não vivemos já momentos obscuros, de más decisões e ações que nos envergonham ou fazem sentir mal?

Quantos de nós, já fomos tocados por uma atitude ou por uma palavra e decidimos mudar a forma como vivemos?

Quantos de nós aprendemos que há sonhos que não podem ser vividos, só sonhados e tempestades que não se podem prever?

Quantos de nós podemos dizer que nunca roubamos, mesmo que não tenhamos roubado nada físico?

Vejamos:

Quanto tempo temos roubado aos que amamos, na ânsia de termos uma carreira com um bom ordenado, um bom carro e status social?

Quanta saúde temos roubado a nós próprios, com o ritmo alucinante que vivemos hoje em dia, trabalhando horas a mais, passando demasiadas horas no trânsito no nosso luxuoso carro, que trabalhamos tanto pra comprar e vivendo permanentemente em stress?

Quanta atenção temos roubado aos que se cruzam connosco com vidas terrivelmente difíceis, quando estamos colados nos smartphones que hoje em dia têm aplicações para tudo, menos para nos lembrar do que realmente é importante na vida?

Quanto tempo roubamos aos nossos filhos, maridos, pais, irmãos, perdendo horas nas redes sociais em vez de passarmos  tempo de qualidade uns com os outros?

Jean Valjean, roubou um pão, por necessidade.

Nos dias de hoje, esta história parece-nos surreal, tal é a fartura que temos, que até nos esquecemos que esta ainda é uma realidade para tantos milhões de pessoas.

Hoje em dia, pode não nos faltar pão, mas será que somos menos miseráveis do que Les misérables?

Somos permanentemente insatisfeitos.

Temos tudo e parece que não temos nada.

As redes sociais, com as vidas aparentemente  perfeitas dos outros, atiçam o nosso desejo de querermos ir onde os outros foram, de jantar onde os outros jantaram, de tirarmos as fotos mais incríveis que sejam ainda mais espetaculares do que os outros postaram, de vestirmos as mesmas coisas que os todos os outros vestem.

Queremos ser mais magros, queremos ser mais fitness, queremos ser atléticos, nem que para isso tenhamos de quase falecer tal é o choque no coração que não está preparado para tanta atividade física.

Temos mais estudos e menos educação.

Temos máquinas para tudo e mais alguma coisa, mas andamos sempre esgotados.

Estamos cada vez mais ansiosos e deprimidos.

Não nos falta pão (sejamos muito gratos por isso) mas parece que nos falta tudo.

Vivemos tempos muito difíceis e perigosos.

O ego das pessoas é maior que o seu carácter.

Não importa ser, basta parecer.

Deixe-me partilhar convosco duas histórias que se passaram, comigo.

Há uns anos atrás, numa conversa telefónica no meu local de trabalho, conversava com uma funcionária de outro serviço. A uma certa altura eu disse: a senhora poderá enviar-me o relatório via email.

De imediato fui retificada pela pessoa que estava comigo ao telefone que me disse: senhora não, doutora!

Sorri perante tamanha parvoíce, mas longe de mim querer criar ali um conflito sobre algo tão insignificante e disse:  pois bem, a doutora x poderá enviar-me o relatório via email.

No dia seguinte, o relatório chegou, redigido pela senhora  doutora com quem tinha estado a falar.

Numa das frases apareceu a palavra hâmbito.

Sorri novamente. A vida trata sempre de colocar as coisas no lugar.

Liguei, agradeci o envio do relatório e disse: senhora doutora, a palavra âmbito não leva h.

Pode enviar o relatório retificado por favor?

 

Segunda história, esta muito recente.

Numa sexta feira, pelas 20h terminei finalmente a semana de trabalho. Fechei tudo e dirigi-me aos elevadores, para sair.

Notava-se que já não estava quase ninguém no edifício, mas o elevador ao descer parou num piso.

A porta abriu, à minha frente tinha uma senhora que estava a tratar da limpeza do andar e dois sacos do lixo. Disse boa tarde e cheguei-me para trás para ceder lugar para a senhora entrar. Ela sorriu, disse boa tarde, mas não entrou.

Segurei a porta e perguntei: – a senhora não vai entrar?

Ainda a sorrir, respondeu-me: ah, mas posso? Não se importa? É que há doutores que não gostam que entremos com saco do lixo quando estão no elevador.

Foi como se tivesse levado um estalo na cara.

Para onde estamos a seguir caminho?

Em que tipo de homens e mulheres nos tornamos?

Temos pão, mas falta-nos humildade.

Falta-nos gratidão.

Acima de tudo falta-nos lembrar todos os dias, que a vida muda. Que num segundo tudo se perde, tudo se altera.

O que temos hoje pode fugir-nos por entre os dedos!

Não somos donos de nada! Não somos mais que ninguém!

Na jornada que fazemos, a forma como tratamos os outros tem muito mais valor do que o nome pelo qual achamos que devemos ser tratados!

Valjean foi tocado pelo gesto daquele homem que abriu as portas de sua casa e lhe perdoou quando foi roubado.

Um gesto pode mudar tudo.

Tu podes mudar tudo.

Jean Valjean foi prisioneiro no passado, mas depois construiu um bom futuro.

Às vezes precisamos de levar um valente puxão de orelhas e uma boa bofetada de luva branca para pararmos e mudarmos a nossa vida, para a melhor versão de nós mesmos.

Muda enquanto ainda há tempo.

L.O

Lembra-te de mim, apesar do meu adeus.

Talvez a grande maioria que segue este blog, não saiba que o principal motivo que me levou a criar o mundo é uma bola de algodão, foi o receio de um dia não me lembrar de quem sou.

Não me lembrar de quem fui, o que pensei ou senti, o que vivi, os sorrisos e as lágrimas, as vitórias, as derrotas. o bom e o menos bom.

Não me lembrar dos que amo e dos que me amam.

Viver na  lentidão dos dias que contrasta com a velocidade das memórias que se apagam.

Viver como se cada dia existisse sem passado ou futuro, sem lembranças, nem saudade, ou esperança.

Em 2017 a Disney-Pixar, lançou o filme Coco (Viva – A Vida é Uma Festa), que fala sobre a doença que mais me assusta.

 A doença de Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras).

Mais importante, a doença de Alzheimer é uma doença de paciência e amor.

Lembra-te de mim, é uma das músicas mais bonitas deste filme.

Este blog, é um lembrete para os que amo, para que um dia, se eu já não conseguir, eles me lembrem de mim, com paciência e amor, apesar do meu adeus.

Este post é um lembrete, para que eu  não esqueça de lembrar aos que amo, todos os dias, o quanto os amo,o quanto preciso deles, como o amor deles me faz feliz, como eles são especiais, mesmo que eles ainda se lembrem.

” Lembra-te de mim

Apesar do meu adeus

Lembra-te de mim

Sem dor nos olhos teus

Se bem que em longe estarei

Em mim tu ficarás

E a melodia que nos une a noite ouvirás

Lembra-te de mim

Mesmo que para longe vá

Lembra-te de mim

Se a guitarra ouvires chorar

Para sempre eu irei morar dentro de ti

Até de novo te envolver

Lembra-te de mim.

L.O

 

 

Não precisamos compreender, bastar respeitar.

Já pensaram como seria bom que os momentos tristes da vida, durassem o mesmo tempo que arrancar um penso rápido de uma ferida?

Dói naquele momento mas depois passa.

Infelizmente a dor é um tema com o qual todos nos identificamos.

Nenhum humano pode passar neste mundo sem sofrer algum tipo de dor, nem mesmo aquelas pessoas que acreditamos terem uma pedra no lugar do coração.

Da mesma forma nenhum de nós pode realmente compreender a dor dos outros, se não viver a mesma situação.

Ontem perdemos o Felpz e dói como se arrancassem de nós um membro do corpo a sangue frio.

O Felpz era um gato incrível.

Mesmo.

Quando o vi a primeira vez achei que ele era igual ao Gandhi, com as suas pernas fininhas e desengonçadas J

Quando a minha irmã o recebeu de presente, todo um mundo novo surgiu, por causa daquela criatura pequenina, que em pouco tempo nos arrebatou a todos.

Gostava mesmo de conseguiu partilhar tantas coisas que vivemos com ele, mas confesso que não está fácil.

O Felpz teve uma vida pequenina, mas incrivelmente feliz, primeiro porque conheceu o amor da minha irmã e depois passou os últimos anos a viver com o amor dos meus pais.

Um sortudo.

E todos nós sortudos por o termos conhecido.

Como disse inicialmente, nem sempre conseguimos compreender a dor uns dos outros, mas há uma coisa que podemos e devemos fazer, que é respeitar a dor uns dos outros.

Não era apenas um gato.

Era o Felpz.

Tinha 5 anos.

Era parte de nós e será sempre parte de nós, como o Negrito, o Nicolau, os Tuckys, o Pantufa e a Flor, serão sempre parte de nós.

Acreditamos que foi muito feliz connosco. Garanto que fomos imensamente felizes com ele.

L.O

pobre mundo este

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73 anos não é assim tanto tempo para que o mundo tenha esquecido o que aconteceu nos campos de concentração nazis e feche agora outra vez os olhos ao que está a acontecer nos estados unidos!

verdade seja dita, que não espanta. O mundo anda de olhos fechados permanentemente:(

senão vejamos:

  • Relatório das nações unidas  mostra que 815 milhões de pessoas passam fome no mundo. 815 milhões!!

 

  • em 2017 a unicef alertou que havia 1,4 milhões de crianças em risco de morrer de fome nos meses seguintes e que no final do verão de 2017  20 milhões de pessoas morreriam à fome em quatro países.Bolas! o que andamos a fazer?? 1.4 milhões de crianças a morrer à fome!!

E a Síria? :(((

E agora isto.

Desde Abril deste ano, mais de 2.300 crianças foram separadas dos seus pais, desde que a administração Trump implementou a política de imigração “tolerância zero”, que prevê que todos aqueles que forem encontrados a entrar ilegalmente nos EUA serão detidos e as crianças que os acompanhavam ser-lhes-ão retiradas.

Destas 2.300 crianças que foram retiradas aos pais, mais de 100 tinham menos de quatro anos de idade. As crianças que são retiradas aos pais ficam preventivamente num armazém ou numa tenda, junto das autoridades da fronteira. Há relatos das condições desumanas em que estas crianças são mantidas, enquanto há quem assegure que as mesmas são bem tratadas, desementindo os relatos que dizem que ficam trancadas entre grades.

E andamos nós tão atarefadinhos, preocupados com os saldos e com o nosso vizinho que trocou de carro e agora o dele é melhor que o nosso e etc etc etc.

Como pedir perdão a estas crianças por viverem num mundo tão imbecil :((((

Infelizmente, não há muros suficientemente altos para impedir a estupidez humana.

L.O

http://www.sabado.pt/mundo/america/detalhe/papa-mama-o-ultimo-grito-de-quem-e-separado-dos-pais

Sempre!

Seja qual for a pergunta..

Nos dias felizes..

Nos dias difíceis..

Na conquista de sonhos..

Na dor que nos deixa a alma dormente e o coração partido..

Na dúvida..

Na certeza..

Nos abraços onde nos escondemos tantas vezes para chorar..

Nos sorrisos que partilhamos com as pessoas que são o lugar onde podemos e queremos sempre voltar..

Nos nãos que Deus nos dá..

Na espera..

Na esperança..

Na decepção..

Não devia existir outra forma de viver, a não ser, com esta certeza.

L.O

Sobre os que partem, mas muito mais sobre os que ficam.

Nunca fui boa com partidas.

Lembro-me de em criança sofrer com a ausência do meu pai, sempre que viajava.

Eram poucos os dias, mas nunca fui boa a lidar com a ausência dos que me são preciosos.

Ao longo da nossa vida, todos nós vamos acrescentando pessoas na nossa caminhada.

Temos a família, os primeiros a preencheram a nossa vida e, se de uma família boa se tratar, aqueles que sempre nos acompanharão e que são os nossos essenciais.

Depois os amigos e conhecidos da infância, os da escola, do trabalho, os amigos de amigos, os amores, os que não acrescentaram nada à nossa vida ou que ainda nos fizeram perder, aqueles que surgiram como lição, os que nos ensinaram, aqueles a quem ensinamos.

Se fizermos o exercício de olhar para a nossa vida e fizermos um balanço, serão mais os que permanecem ou os que partiram?

Não falo nos que partiram porque morreram. Falo nos que partiram, porque não quiseram ou não souberam ficar; nos que partiram, porque não mereceram ficar; nos que partiram porque não os soubemos cativar para ficarem ou apenas não soubemos cuidar.

As pessoas são complicadas, que é o mesmo que dizer que cada um de nós é complicado.

Somos todos feitos de medos, de fragilidades, de sonhos, de pesadelos, de risos, de lágrimas de ganhos e perdas.

Somos calmaria em alguns dias e tempestade noutros.

Somos mágoa e dor, mas também alento, e aconchego.

Somos tolerância num dia, impacência noutro.

Somos assim, inconstantes.

É por isso que lidar uns com os outros, é talvez das coisas mais dificeis de aprender.

Mas as pessoas aprendem-se, devagarinho, com paciência e calma. Porque quando as aprendemos, aprendemos também sobre nós mesmos.

Não somos perfeitos, apesar da grave tendência que todo o ser humano tem em achar que, apesar disso, somos sempre um pouco melhor que o outro.

O que nos esquecemos é que todas as pessoas que se cruzam no nosso caminho são importantes, umas para benção outras para lição.

Infelizmente, por vezes, temos de subtrair algumas dessas pessoas.

Umas vezes para o nosso bem, outras para o bem delas.

Já perdi algumas pessoas que não queria.

Outras felizmente para mim já nem lembro que existem.

As pessoas são difíceis e eu também sou.

Mas talvez seja esse o fascinio da coisa.

Se fosse fácil, que graça teria?

Se fossemos todos iguais, se concordássemos em tudo, se quiséssemos as mesmas coisas e sonhássemos os mesmos sonhos, não seria um tédio?

Comigo caminham todos os que eu quero e me querem e estou grata a cada pessoa que permanece.

Muitos ou poucos, realmente não importa.

Importa o que sentimos sobre cada uma das nossas pessoas.

Importa o que estamos dispostos a aprender, a viver, a sacrificar e a ousar por cada uma delas.

Importa que estejamos dispostos a largar os nossos cavalos de batalha, que tantas vezes nos fazem esquecer que ser feliz é muito mais importante que ter razão.

E se não são pessoas para nós, então importa que tenhamos a coragem de dizer adeus, sem olhar para trás.

Precisamos aprender a perder e desistir de vez em quando.

Precisamos aprender a largar em vez de agarrar, quem não quer ficar.

Acima de tudo, precisamos aprender a não ter medo de seguir em frente.

Somos todos pessoas, uns dos outros, uns para os outros e uns pelos outros.

L.O

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Parar, respirar e olhar em redor.

É em momentos de tormenta e dor que colocamos mais perguntas.

Talvez a mais comum seja

-porquê? ou porquê a mim?

Não entendemos, ficamos com raiva e às vezes, perdemos a fé, por sentirmos que as nossas orações não foram ouvidas.

Algures, perdidos no meio do nosso desespero, da nossa dor ou angústia, agarrados ao que não tivemos, ou ao que nos aconteceu, esquecemos de olhar à nossa volta.

Albert Einstein disse que há apenas duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre.

Infelizmente nem sempre vivi a minha vida como se tudo fosse milagre.

Permiti algumas vezes que a minha tormenta me fizesse esquecer de olhar à minha volta.

Quando parei e olhei, facilmente percebi que milagres acontecem todos os dias.

A bondade das pessoas, que nos momentos que mais precisamos estão lá.

Pequenos gestos feitos por pessoas que nem sequer conhecemos, mas que no momento certo e mais preciso, Deus coloca na nossa vida.

Os que nos amam, apesar de não ser fácil amar os outros, apesar do mau feitio que temos, apesar de nem sempre merecermos ser amados, e ainda assim, essas pessoas permanecerem.

O perdão para as nossas falhas.

O suave sussurrar do vento nas àrvores.

O doce chilrear dos pardais.

O sol.

O sorriso de uma criança que nos momentos mais sombrios, nos faz sorrir também.

Parar e olhar à nossa volta e ver que tudo é uma forma de Deus nos mostrar que não estamos sós, por pior que possamos estar ou por maior que seja a dor.

Deus salvou-me duas vezes de morrer.

Uma no meu nascimento, outra quando tinha 7 anos.

Em momentos mais dificeis, questionei se teria sido a decisão acertada.

No trilho que acredito que Ele traçou por mim, tomei a decisão de escolher atalhos em vez de seguir a estrada principal e isso fez com que tenha sofrido algumas consequências menos boas.

Ainda assim, continuei a sentir a mão ternurenta de Deus a levantar e sustentar-me.

Milagres, estão em toda a parte, apesar de teimarmos em não os vermos.

Teimamos em correr, em fazer tudo depressa.

Andamos inquietos e ansiosos por tudo e por nada.

Queremos mais, quando o que temos é tanto e mais que suficiente!

E esquecemos de ser gratos.

Então, às vezes, Deus permite que coisas menos boas, nos façam parar, acalmar, respirar fundo, olhar à nossa volta, olhar principalmente para cima e recomeçar!

E aí, o milagre acontece:

Deus transforma o mal em bem.

Da dor, renasce a esperança.

Renovam-se os afetos.

A dor, faz-nos colocar tudo em perspectiva e perceber que às vezes só precisamos de olhar a vida de um ângulo diferente e aí sim, entenderemos que tudo é um milagre e que para tudo há um propósito.

L.O