Sobre os que partem, mas muito mais sobre os que ficam.

Nunca fui boa com partidas.

Lembro-me de em criança sofrer com a ausência do meu pai, sempre que viajava.

Eram poucos os dias, mas nunca fui boa a lidar com a ausência dos que me são preciosos.

Ao longo da nossa vida, todos nós vamos acrescentando pessoas na nossa caminhada.

Temos a família, os primeiros a preencheram a nossa vida e, se de uma família boa se tratar, aqueles que sempre nos acompanharão e que são os nossos essenciais.

Depois os amigos e conhecidos da infância, os da escola, do trabalho, os amigos de amigos, os amores, os que não acrescentaram nada à nossa vida ou que ainda nos fizeram perder, aqueles que surgiram como lição, os que nos ensinaram, aqueles a quem ensinamos.

Se fizermos o exercício de olhar para a nossa vida e fizermos um balanço, serão mais os que permanecem ou os que partiram?

Não falo nos que partiram porque morreram. Falo nos que partiram, porque não quiseram ou não souberam ficar; nos que partiram, porque não mereceram ficar; nos que partiram porque não os soubemos cativar para ficarem ou apenas não soubemos cuidar.

As pessoas são complicadas, que é o mesmo que dizer que cada um de nós é complicado.

Somos todos feitos de medos, de fragilidades, de sonhos, de pesadelos, de risos, de lágrimas de ganhos e perdas.

Somos calmaria em alguns dias e tempestade noutros.

Somos mágoa e dor, mas também alento, e aconchego.

Somos tolerância num dia, impacência noutro.

Somos assim, inconstantes.

É por isso que lidar uns com os outros, é talvez das coisas mais dificeis de aprender.

Mas as pessoas aprendem-se, devagarinho, com paciência e calma. Porque quando as aprendemos, aprendemos também sobre nós mesmos.

Não somos perfeitos, apesar da grave tendência que todo o ser humano tem em achar que, apesar disso, somos sempre um pouco melhor que o outro.

O que nos esquecemos é que todas as pessoas que se cruzam no nosso caminho são importantes, umas para benção outras para lição.

Infelizmente, por vezes, temos de subtrair algumas dessas pessoas.

Umas vezes para o nosso bem, outras para o bem delas.

Já perdi algumas pessoas que não queria.

Outras felizmente para mim já nem lembro que existem.

As pessoas são difíceis e eu também sou.

Mas talvez seja esse o fascinio da coisa.

Se fosse fácil, que graça teria?

Se fossemos todos iguais, se concordássemos em tudo, se quiséssemos as mesmas coisas e sonhássemos os mesmos sonhos, não seria um tédio?

Comigo caminham todos os que eu quero e me querem e estou grata a cada pessoa que permanece.

Muitos ou poucos, realmente não importa.

Importa o que sentimos sobre cada uma das nossas pessoas.

Importa o que estamos dispostos a aprender, a viver, a sacrificar e a ousar por cada uma delas.

Importa que estejamos dispostos a largar os nossos cavalos de batalha, que tantas vezes nos fazem esquecer que ser feliz é muito mais importante que ter razão.

E se não são pessoas para nós, então importa que tenhamos a coragem de dizer adeus, sem olhar para trás.

Precisamos aprender a perder e desistir de vez em quando.

Precisamos aprender a largar em vez de agarrar, quem não quer ficar.

Acima de tudo, precisamos aprender a não ter medo de seguir em frente.

Somos todos pessoas, uns dos outros, uns para os outros e uns pelos outros.

L.O

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Parar, respirar e olhar em redor.

É em momentos de tormenta e dor que colocamos mais perguntas.

Talvez a mais comum seja

-porquê? ou porquê a mim?

Não entendemos, ficamos com raiva e às vezes, perdemos a fé, por sentirmos que as nossas orações não foram ouvidas.

Algures, perdidos no meio do nosso desespero, da nossa dor ou angústia, agarrados ao que não tivemos, ou ao que nos aconteceu, esquecemos de olhar à nossa volta.

Albert Einstein disse que há apenas duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre.

Infelizmente nem sempre vivi a minha vida como se tudo fosse milagre.

Permiti algumas vezes que a minha tormenta me fizesse esquecer de olhar à minha volta.

Quando parei e olhei, facilmente percebi que milagres acontecem todos os dias.

A bondade das pessoas, que nos momentos que mais precisamos estão lá.

Pequenos gestos feitos por pessoas que nem sequer conhecemos, mas que no momento certo e mais preciso, Deus coloca na nossa vida.

Os que nos amam, apesar de não ser fácil amar os outros, apesar do mau feitio que temos, apesar de nem sempre merecermos ser amados, e ainda assim, essas pessoas permanecerem.

O perdão para as nossas falhas.

O suave sussurrar do vento nas àrvores.

O doce chilrear dos pardais.

O sol.

O sorriso de uma criança que nos momentos mais sombrios, nos faz sorrir também.

Parar e olhar à nossa volta e ver que tudo é uma forma de Deus nos mostrar que não estamos sós, por pior que possamos estar ou por maior que seja a dor.

Deus salvou-me duas vezes de morrer.

Uma no meu nascimento, outra quando tinha 7 anos.

Em momentos mais dificeis, questionei se teria sido a decisão acertada.

No trilho que acredito que Ele traçou por mim, tomei a decisão de escolher atalhos em vez de seguir a estrada principal e isso fez com que tenha sofrido algumas consequências menos boas.

Ainda assim, continuei a sentir a mão ternurenta de Deus a levantar e sustentar-me.

Milagres, estão em toda a parte, apesar de teimarmos em não os vermos.

Teimamos em correr, em fazer tudo depressa.

Andamos inquietos e ansiosos por tudo e por nada.

Queremos mais, quando o que temos é tanto e mais que suficiente!

E esquecemos de ser gratos.

Então, às vezes, Deus permite que coisas menos boas, nos façam parar, acalmar, respirar fundo, olhar à nossa volta, olhar principalmente para cima e recomeçar!

E aí, o milagre acontece:

Deus transforma o mal em bem.

Da dor, renasce a esperança.

Renovam-se os afetos.

A dor, faz-nos colocar tudo em perspectiva e perceber que às vezes só precisamos de olhar a vida de um ângulo diferente e aí sim, entenderemos que tudo é um milagre e que para tudo há um propósito.

L.O

Uma história de amor

Quem não gosta de histórias de amor?

O post de hoje não é sobre uma história de amor.

O post de hoje é sobre a mais bela, incrível, verdadeira e perfeita história de Amor.

Um amor escrito há mais de dois mil anos.

Um amor completo e real.

Um amor provado com um preço demasiado alto.

Um amor, provado numa cruz de madeira.

Um homem.

Que não tinha porque morrer, mas escolheu morrer, apenas por Amor.

Deu vista aos cegos, aos coxos fez andar.

Curou enfermos.

Sorriu.

Chorou.

Sofreu.

Por mim.

Por cada um de nós.

Por todos aqueles que o receberam em euforia dias antes daquele momento em que enfurecidos gritavam:

Cruxifica-o! Cruxifica-o! Cruxifica-o!

Um homem.

Mas não um homem qualquer.

O Filho de Deus.

Aceitou, em silêncio, o castigo e a dor que não lhe pertencia.

Por Amor.

Amor.

Amor.

Amor.

Um homem, que sabia para o que tinha nascido e aceitou,

Por Amor.

Prometeu que jamais nos deixaria.

E cumpriu.

A rude cruz de madeira, está vazia.

O túmulo frio, está vazio.

O meu Jesus, que me ama, mesmo sem eu ser merecedora, está VIVO.

Ressuscitou, três dias depois daquele fatídico dia em que, por minha causa, por tua causa, foi traído, maltratado, humilhado, desprezado, chicoteado, cuspido, rasgado e morto, pregado numa cruz.

O meu Jesus, aceitou calado.

Por Amor.

Não mereço, mas Ele escolheu Amar-me primeiro.

A cada um de nós.

Não acreditares, não muda a história.

É real.

E a páscoa é sobre este Amor, pelo qual devemos ser gratos, porque não o merecemos.

L.O

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Amor=Pai

Em Portugal comemora-se hoje o Dia do Pai.

Dia difícil este de se viver nas redes sociais.

A felicidade dos afortunados que ainda têm pai a seu lado, contrasta de forma gritante e dolorosa, com os que perderam os seus, ou os que têm pais que se esquecerem de o ser.

A felicidade contagiante de quem é pai contrasta, de forma dolorosa, com a tristeza dos que não conseguem ser pais.

Sou uma das afortunadas que ainda tem o pai pertinho e tenho a consciência da sorte que tenho, por ainda o poder abraçar, ver sorrir, rir com ele, dizer o quanto o amo e o quanto sou abençoada por o ter.

Mas também sou filha, esposa, prima, sobrinha e amiga de pessoas que já perderam os pais.

Hoje o meu coração carrega a doce gratidão e admiração pelo amor e presença do homem maravilhoso que é o meu pai.

E hoje o meu coração, carrega também a dor dos que amo, que já não têm o pai perto. Um dia, se eu não partir antes, também vou sentir a dor que esmaga o peito e que nos deixa vazios.

Por isso, não quero perder oportunidades. Todas elas, sejam de 5 minutos ou um dia inteiro. Seja um almoço ou um telefonema! Por cada oportunidade de o ouvir e abraçar, sou grata!

Hoje é apenas mais um lembrete de que, nada é garantido e que quando deixamos passar uma oportunidade, nada nos garante que tenhamos outra.

Ao meu pai.. Obrigada. Por dares, a mim e à mana, o melhor de ti e por todos os dias, desde o primeiro dia das nossas vidas, nos presenteares com o melhor do mundo: o teu amor e o teu tempo para nós.

O nosso amor é para ti.

L.O

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A menina que queria ter olhos azuis

Nasceu o 16 de dezembro de 1867, na Irlanda do Norte.

Era a mais velha de sete irmãos e um dos maiores desejos que tinha era ter os olhos azuis como a restante familia.

Todas as noite nos seu quarto, Amy Carmichael pensava, como seria mais bonita se tivesse olhos azuis em vez dos seus olhos castanhos.

Desde tenra idade que a pequena Amy ouvia falar sobre o Amor de Deus. Sabia que Ele viera do céu à terra para morrer numa cruz por pelos pecados da humanidade e que tinha ressuscitado dos mortos. Amy ouvia isto todos os domingo, na igreja e também em sua própria casa, onde todas as noites a sua família se reunia para orar e ler a Bíblia.

“Deus responde sempre às orações”.

Amy tinha ouvido muitas vezes a mãe dizer isto. Então, uma noite, antes de dormir, Amy orou e pediu a Deus para que os seus olhos castanhos se tornassem azuis. Nem por um segundo Amy duvidou que na manhã seguinte os seus olhos estariam da cor pretendida, porque, tal como a mãe sempre dizia, Deus responde sempre às orações.

De manhã, feliz, pulou da cama. Correu desesperada para no espelho.

Olhos azuis?! Não! Era o mesmo par de olhos castanhos que, agora tristonhos, refletiam-se no espelho. Não havia acontecido nada! Deus não respondera à sua oração! Tinha orado tanto… tinha sido boazinha, crera em Deus com tanta fé e, ainda assim Ele não lhe deu olhos azuis. Amy não conseguia aceitar nem compreender. Chorou, desapontada por ter percebido que às vezes Deus responde não aos nossos pedidos.

Os anos passaram e Amy nunca mais recordou este episódio.

Quando se tornou numa jovem mulher, viajou para a Índia, como missionária. Mal chegou àquele país, ficou ansiosa para aprender a língua e assim  falar às pessoas do Deus vivo que dera o Seu Filho para morrer numa cruz, por amor a elas.

Depressa percebeu que a India era um lugar cheio de mistérios.

Um desses mistérios que tanto a inquietava, era o que se passaria dentro dos templos.  É que os estrangeiros eram proibidos de entrar nos templos e lugares de adoração pagãos.

Amy não conseguia deixar de pensar nisto.

Foi então que teve uma ideia. Passou óleo no corpo e pó de café, para ficar com o tom de pele das indianas. Depois vestiu-se com as vestes típicas do país e um pano a cobrir a cabeça.

Olhando para o espelho, Amy quase acreditou que era indiana, mas será que conseguiria enganar os guardas que estavam nas portas do templo?

Quando os outros missionários a viram, acreditaram que era possível que Amy conseguisse enganar os guardas.

–  Sabes Amy, nenhum de nós poderia tentar o que tu estás a tentar porque os nossos olhos azuis nos iriam denunciar!Mas tu, como tens olhos castanhos, consegues ficar parecida com uma indiana – disse um deles.

Olhos azuis, pensou Amy!!

De repente lembrou-se de quando era criança e da oração que tinha feito a Deus a pedir uns olhos azuis!

Agora entendia perfeitamente porque os seus olhos eram castanhos: ela iria precisar deles para o seu disfarce. De facto, Deus tinha dado a melhor resposta. Amy sabia que uma estrangeira, de olhos azuis, não ousaria entrar no templo, mesmo tentando se disfarçar com pó de café e vestes típicas. Se tentasse, estaria a arriscar a sua vida.

E assim foi que, entrando nos templos da Índia, descobriu algo terrível, que era uma prática nessa cultura. Muitas crianças eram vendidas para os sacerdotes nos templos, para se casarem com ídolos de pedra. As crianças eram feitas prisioneiras, tiradas das suas casa e famílias para sempre! Como os ídolos eram de pedra, elas passavam a pertencer aos sacerdotes que cuidavam do templo, sendo suas escravas! As inocentes crianças eram preparadas para uma vida de sofrimento, escravidão e violência. Crianças tratadas como animais selvagens!

Então começou o trabalho de Amy na índia, o resgate dessas crianças dos templos e da escravidão.

Amy Carmichael livrou centenas de crianças, as adotou e criou um lar em Dohnavur, um abrigo onde os pequenos encontravam amor e salvação. Também trabalhou na evangelização de mulheres, escreveu livros e influênciou a vida religiosa e social de toda a Índia. Por sua causa, a escravidão das crianças em rituais pagãos naquele lugar foi proíbida.

 Viveu 55 anos na Índia, morrendo aos 83 anos.

L.O

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O essencial basta.

As nossas pessoas.

Aquelas que estão lá, desde sempre, haja o que houver.

As que não nos largam a mão, mesmo quando nos dizem o que não queremos ouvir.

As que são o nosso porto seguro, o lugar onde podemos sempre voltar e ficar, sem medos.

As que surgem na nossa vida, sem contarmos e que percebemos facilmente que não queremos mais perder.

As que nos chagam o juízo, apenas para o nosso bem.

As que, conhecem o nosso lado lunar e mesmo assim, escolhem ficar.

Tenho muito poucas pessoas, mas garanto que estão bem guardadas em mim.

L. O

Quando a vida nos puxa o tapete

Quantos de nós já ouvimos ou usamos expressões como” bate na madeira” ou “não agoires que pode correr mal”

Como se uma expressão pudesse evitar o rumo das coisas.

Quase como colocar determinadas flores ou amuletos à porta para evitar que o mal entre;  como se o mal tivesse medo de uma planta, ou amuleto.

A verdade é que, se momentos há na nossa vida, em que achamos que há sempre alguma coisa a mudar, outras alturas há em que parece que tudo está no devido lugar. Temos emprego, temos dinheiro, temos uma casa bonita, comemos fora, viajamos. Tudo vai bem. Temos tudo o que precisamos e mais alguma coisa. E então, acomodamo-nos.

E de repente, sem aviso prévio, a vida puxa-nos o tapete e tudo fica fora do lugar. Um emprego que se perde, alguém que sai da nossa vida, uma doença que surge não se entende porquê, amigos que afinal eram tudo menos amigos.

E então somos surpreendidos pela facilidade com que tudo muda..

A única coisa certa na vida é que a vida é uma incógnita.

E talvez assim tenha de ser, para que não nos esqueçamos de certas coisas.

Vivemos demasiado agitados, demasiado agarrados a mágoas tontas, que guardamos no nosso coração, ganhando raízes de amargura, que nos vai retirando paz, serenidade e até saúde. Vivemos demasiado ansiosos com tudo, perdemos demasiado tempo a partilhar a nossa vida nas redes sociais com gente que não se importa realmente connosco, em vez de gastar esse tempo com os que realmente nos amam, queremos sempre mais, quando o que temos é mais que suficiente, trabalhamos demasiadas horas, descansamos muito pouco, aborrecemo-nos com coisas que não têm assim tanto valor.

Então a vida nos alerta para a necessidade de paramos e começarmos realmente a viver.

E às vezes a vida ensina com mansidão, outras a vida é mais dura.

E nessas alturas sentimos o abandono de Deus.

Fraquejamos, choramos, queremos desistir, sentimos que somos incapazes de lutar.

E então, olhamos para cima e percebemos que não fomos abandonados.

Deus serenamente espera que olhemos para Ele pedindo socorro.

Aí pega em nós ao colo e percebemos que as maiores batalhas Ele deixa que sejam lutadas pelos soldados mais fortes.

E vencemos, com Ele à nossa frente, vencemos!

A vida muda num piscar de olhos e assim talvez tenha de ser, para percebermos que realmente há coisas que não valem a pena e outras que valem a galinha toda!!

Valorizar o que temos.

Valorizar as coisas simples.

Perdoar mais! Até porque ai de nós se os outros não nos perdoassem.

Viajar mais.

Sorrir mais e muito.

Escolher bem os amigos, aqueles que estão lá, não para saber da nossa vida, mas para estar na nossa vida.

Amar muito.

Ser tolerante, como os outros são para nós.

A vida muda a cada instante.

Então, ajustamos as velas e seguimos com coragem o novo rumo.

L.O

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Quando Deus sorri

Acredito que quando fazemos planos Deus ri.

Não um riso de troça ou um riso irónico.

Acredito que ri por sonharmos sonhos tão diferentes dos que Ele tem planeado para nós.

Acredito que ri, exactamente por saber que os nossos sonhos são tão pequeninos perante os Dele.

Mas esta verdade custa a ser aceite por cada um de nós.

Na nossa incapacidade e pequenez, que por orgulho não assumimos, não conseguimos perceber como somos limitados no conhecimento que temos das coisas.

Vemos o agora. Vivemos para o agora. Queremos agora!

E então, questionamos o porquê de tanta coisa que, ao nosso limitado olhar, nos parece tão injusto.

E aí, acredito, Deus sorri. Porque sabe que não fazemos por mal. Sabe que somos assim, inquietos, querendo tudo no nosso tempo, questionando tudo o que não sabemos. Sorri e ama-nos, apesar de tantas vezes nos comportarmos de forma infantil, como filhos mimados que pensam que sabem tudo, até mais que o Pai.

E às vezes, Ele até nos dá o que pedimos, só para nos mostrar como nem sempre o que desejamos é o que realmente precisamos.

Então, depois de percebermos isso, às vezes com alguma dor, Ele pacientemente sorri e sussurra:

Vai ficar tudo bem.

E vai.

❤️

L.O

O que os adultos não conseguem aprender…

… as crianças ensinam.

Sobre o amor:

“ Deus poderia ter dito palavras mágicas para os pregos caírem da cruz, mas ele não disse, isso é amor.”
Max – 5 anos

“ Não devias dizer amo-te a não ser que seja verdade.
Mas se for verdade, então deves dizer muitas vezes. As pessoas esquecem.”
Jéssica – 8 anos

“ Amor é quando contas pra outra pessoa alguma coisa má sobre ti e tens medo que ela não te ame mais por isso. 
Depois descobres que ela continua a amar-te e ama até mais ainda.”
Samanta – 7 anos

“ Se queres aprender a amar melhor, tens de começar por alguém que não gostas.”
Nikita – 6 anos

“ Amor é quando a minha mãe dá o melhor pedaço de frango ao meu pai.”
Elaine – 5 anos

«O amor é o que te faz sorrir quando estás cansado.»
Terri, 4 anos

«O amor é quando um velhinho e uma velhinha ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem.»
Tommy, 6 anos


«Quando a minha avó ficou com artrite, não se podia dobrar para pintar as unhas dos dedos dos pés. Portanto o meu avô faz sempre isso por ela, mesmo quando apanhou, também, artrite nas mãos. Isso é o amor.»
Rebeca, 8 anos

O autor e conferencista Leo Buscaglia falou de um concurso no qual foi jurado. O objetivo era encontrar a criança mais cuidadosa. A vencedora foi um rapazinho de quatro anos, cujo vizinho era um idoso que perdera recentemente a sua esposa. Depois de ter visto o senhor a chorar, o menino foi ao quintal do idoso, subiu para o seu colo e sentou-se. Quando a mãe lhe perguntou o que dissera ao vizinho, o rapazinho disse: – Nada, só o ajudei a chorar.

L.O

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