Vamos falar dela?

sim, parece-me pertinente falar dela..

afinal ela fala de toda a gente, porque não provar do próprio veneno?

Pode parecer gira e inofensiva à primeira vista, mas um olhar mais atento mostra-nos bem que de bonita e inofensiva nada tem.

É má, perigosa, destrutiva, sem sentido ou utilidade alguma.

Mas é popular.. é ver mais que uma pessoa à volta dela, em sussurros, como se ela fosse algo de bom.

Pelo menos tantos fazem uso dela.

A fofoca consiste não somente no ato de fazer afirmações não baseadas em fatos concretos, especulando em relação à vida alheia mas também em divulgar fatos verídicos da vida de outras pessoas sem o consentimentos das mesmas, independente da intenção de difamação ou de um simples comentário sem fins malignos.

mexerico; dito cheio de maldade; diz que disse

Um dia um rapaz procurou Sócrates, o filósofo e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.

Sócrates ergueu os olhos do livro que estava a ler e perguntou:

– O que me vais contar já passou pelas três peneiras?

– Três peneiras? – indagou o rapaz.

– Sim! A primeira peneira é a VERDADE. O que me queres contar dos outros é um facto? Caso apenas tenhas ouvido dizer, a coisa deve morrer aqui mesmo.

Mas suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que me vais contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que me vais contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

Arremata Sócrates:

– Se passou pelas três peneiras, conta! Tanto eu, como tu e o outro iremos beneficiar.
Caso contrário, esquece e enterra tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.

A fofoca, igual serpente venenosa, rasteja pelas veias dos fracos, tolos e desocupados.

Rogério Abreu

Infelizmente estamos rodeados de fracos, tolos, desocupados, invejosas e sem vida própria.

A Biblia alerta muitas vezes contra a fofoca:

“Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem enganosamente”  (Sl. 34:13)

Não nos iludamos, as fofocas nunca têm a intenção de construir, de melhorar, de serem utéis e benéficas.

Se a intenção for essa, não precisa de ser fofoca, precisa é de ser dito à pessoa em questão.

Quanto a mim, luto diariamente para não a seguir e afasto-me de pessoas assim.

Quem fala mal dos outros a mim, fala mal de mim aos outros, garantidamente.

Sejamos a mudança que queremos ver no mundo.

L.O

 

falar-mal

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Onde esconder a vergonha?

Deixar de respirar, tal é a força com que o murro no estômago nos atinge.

Tentar compreender o que não tem compreensão.

Fazer tudo para descobrir onde esconder a vergonha por termos chegado a este ponto, capazes de feitos históricos como ir à lua, descobrir novas estrelas ou andar obcecados com a vida noutros planetas e não sermos capazes de parar a guerra que rouba tudo às crianças.

Lutar contra as lágrimas que teimam em cair, sem saber verdadeiramente o que é chorar com motivo.

Olhar para o meu mundo e o das pessoas que me rodeiam e ter a noção tão clara de como somos  medíocres nas nossas zangas infantis, dramas parvos, mesquinhez estúpida, queixas ridículas, mágoas tontas, falta de tolerância para com os erros dos outros sem nexo algum.

Que vergonha 😦

Só cons

Que perda de tempo viver aqui assim, como se fossemos donos da razão, como se os outros falhassem sempre para connosco e nós nunca o fizéssemos.

Como se ter razão fosse mais importante que ser feliz.

L.O

http://sicnoticias.sapo.pt/pequenas-grandes-historias/2016-11-21-Vou-morrer-senhora–Vou-morrer-

As tuas queixas, são válidas?

Quando era criança, apanhei um susto que jamais esquecerei.

Não sabia da minha mãe.

Ela tinha saído e não me tinha dito.

Sabia que o meu pai não estaria em casa, mas a minha mãe era suposto estar, mas não estava e eu não sabia onde ela estaria.Fiquei assustada, senti-me de facto pequenina, desamparada mas acima de tudo com medo de perder a minha mãe.

Calma, antes que comecem a pensar chamar a proteção de menores, eu estava bem entregue. Naquele tempo ainda podíamos brincar na rua sem medo de alguém nos levar ou fazer mal, porque qualquer vizinha estava atenta a nós.

Não me lembro de nada desse dia, mas da dor que senti por não saber dela, essa jamais esquecerei.

Tinha ido apenas resolver uma situação e logo logo estava de volta.

Um final feliz que não acontecerá para mais de 44 mil menores refugiados que entraram na Europa pelas fronteiras Italiana e Grega.

Chegaram sozinhos porque se perderam dos seus familiares, ou porque os pais não conseguiram passar a fronteira ou morreram na guerra. Uma guerra que não pediram, uma guerra que não compreendem.

Chegam desamparados, sem sonhos, sem colo, sem nada. Trazem apenas um coração desfeito de dor e abandono.

Ficam à mercê de predadores sexuais, de tráfico humano.

São crianças e nem sequer tiveram tempo para perceber o que significa isso.

Andamos histéricos, com a ideia de haver vida noutros planetas, quando nem deste sabemos cuidar.

Quando hoje nos queixarmos de alguma coisa, que isso nos pese no coração.

L.O

O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.

Martin Luther King

migrantes-criancas