O essencial basta.

As nossas pessoas.

Aquelas que estão lá, desde sempre, haja o que houver.

As que não nos largam a mão, mesmo quando nos dizem o que não queremos ouvir.

As que são o nosso porto seguro, o lugar onde podemos sempre voltar e ficar, sem medos.

As que surgem na nossa vida, sem contarmos e que percebemos facilmente que não queremos mais perder.

As que nos chagam o juízo, apenas para o nosso bem.

As que, conhecem o nosso lado lunar e mesmo assim, escolhem ficar.

Tenho muito poucas pessoas, mas garanto que estão bem guardadas em mim.

L. O

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Quando a vida nos puxa o tapete

Quantos de nós já ouvimos ou usamos expressões como” bate na madeira” ou “não agoires que pode correr mal”

Como se uma expressão pudesse evitar o rumo das coisas.

Quase como colocar determinadas flores ou amuletos à porta para evitar que o mal entre;  como se o mal tivesse medo de uma planta, ou amuleto.

A verdade é que, se momentos há na nossa vida, em que achamos que há sempre alguma coisa a mudar, outras alturas há em que parece que tudo está no devido lugar. Temos emprego, temos dinheiro, temos uma casa bonita, comemos fora, viajamos. Tudo vai bem. Temos tudo o que precisamos e mais alguma coisa. E então, acomodamo-nos.

E de repente, sem aviso prévio, a vida puxa-nos o tapete e tudo fica fora do lugar. Um emprego que se perde, alguém que sai da nossa vida, uma doença que surge não se entende porquê, amigos que afinal eram tudo menos amigos.

E então somos surpreendidos pela facilidade com que tudo muda..

A única coisa certa na vida é que a vida é uma incógnita.

E talvez assim tenha de ser, para que não nos esqueçamos de certas coisas.

Vivemos demasiado agitados, demasiado agarrados a mágoas tontas, que guardamos no nosso coração, ganhando raízes de amargura, que nos vai retirando paz, serenidade e até saúde. Vivemos demasiado ansiosos com tudo, perdemos demasiado tempo a partilhar a nossa vida nas redes sociais com gente que não se importa realmente connosco, em vez de gastar esse tempo com os que realmente nos amam, queremos sempre mais, quando o que temos é mais que suficiente, trabalhamos demasiadas horas, descansamos muito pouco, aborrecemo-nos com coisas que não têm assim tanto valor.

Então a vida nos alerta para a necessidade de paramos e começarmos realmente a viver.

E às vezes a vida ensina com mansidão, outras a vida é mais dura.

E nessas alturas sentimos o abandono de Deus.

Fraquejamos, choramos, queremos desistir, sentimos que somos incapazes de lutar.

E então, olhamos para cima e percebemos que não fomos abandonados.

Deus serenamente espera que olhemos para Ele pedindo socorro.

Aí pega em nós ao colo e percebemos que as maiores batalhas Ele deixa que sejam lutadas pelos soldados mais fortes.

E vencemos, com Ele à nossa frente, vencemos!

A vida muda num piscar de olhos e assim talvez tenha de ser, para percebermos que realmente há coisas que não valem a pena e outras que valem a galinha toda!!

Valorizar o que temos.

Valorizar as coisas simples.

Perdoar mais! Até porque ai de nós se os outros não nos perdoassem.

Viajar mais.

Sorrir mais e muito.

Escolher bem os amigos, aqueles que estão lá, não para saber da nossa vida, mas para estar na nossa vida.

Amar muito.

Ser tolerante, como os outros são para nós.

A vida muda a cada instante.

Então, ajustamos as velas e seguimos com coragem o novo rumo.

L.O

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Quando Deus sorri

Acredito que quando fazemos planos Deus ri.

Não um riso de troça ou um riso irónico.

Acredito que ri por sonharmos sonhos tão diferentes dos que Ele tem planeado para nós.

Acredito que ri, exactamente por saber que os nossos sonhos são tão pequeninos perante os Dele.

Mas esta verdade custa a ser aceite por cada um de nós.

Na nossa incapacidade e pequenez, que por orgulho não assumimos, não conseguimos perceber como somos limitados no conhecimento que temos das coisas.

Vemos o agora. Vivemos para o agora. Queremos agora!

E então, questionamos o porquê de tanta coisa que, ao nosso limitado olhar, nos parece tão injusto.

E aí, acredito, Deus sorri. Porque sabe que não fazemos por mal. Sabe que somos assim, inquietos, querendo tudo no nosso tempo, questionando tudo o que não sabemos. Sorri e ama-nos, apesar de tantas vezes nos comportarmos de forma infantil, como filhos mimados que pensam que sabem tudo, até mais que o Pai.

E às vezes, Ele até nos dá o que pedimos, só para nos mostrar como nem sempre o que desejamos é o que realmente precisamos.

Então, depois de percebermos isso, às vezes com alguma dor, Ele pacientemente sorri e sussurra:

Vai ficar tudo bem.

E vai.

❤️

L.O

O que os adultos não conseguem aprender…

… as crianças ensinam.

Sobre o amor:

“ Deus poderia ter dito palavras mágicas para os pregos caírem da cruz, mas ele não disse, isso é amor.”
Max – 5 anos

“ Não devias dizer amo-te a não ser que seja verdade.
Mas se for verdade, então deves dizer muitas vezes. As pessoas esquecem.”
Jéssica – 8 anos

“ Amor é quando contas pra outra pessoa alguma coisa má sobre ti e tens medo que ela não te ame mais por isso. 
Depois descobres que ela continua a amar-te e ama até mais ainda.”
Samanta – 7 anos

“ Se queres aprender a amar melhor, tens de começar por alguém que não gostas.”
Nikita – 6 anos

“ Amor é quando a minha mãe dá o melhor pedaço de frango ao meu pai.”
Elaine – 5 anos

«O amor é o que te faz sorrir quando estás cansado.»
Terri, 4 anos

«O amor é quando um velhinho e uma velhinha ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem.»
Tommy, 6 anos


«Quando a minha avó ficou com artrite, não se podia dobrar para pintar as unhas dos dedos dos pés. Portanto o meu avô faz sempre isso por ela, mesmo quando apanhou, também, artrite nas mãos. Isso é o amor.»
Rebeca, 8 anos

O autor e conferencista Leo Buscaglia falou de um concurso no qual foi jurado. O objetivo era encontrar a criança mais cuidadosa. A vencedora foi um rapazinho de quatro anos, cujo vizinho era um idoso que perdera recentemente a sua esposa. Depois de ter visto o senhor a chorar, o menino foi ao quintal do idoso, subiu para o seu colo e sentou-se. Quando a mãe lhe perguntou o que dissera ao vizinho, o rapazinho disse: – Nada, só o ajudei a chorar.

L.O

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Consertar o mundo

Conta-se a história de um cientista que vivia preocupado com os problemas do mundo e estava decidio a encontrar meios de minimizá-los. Passava os dias no laboratório em busca de respostas para as suas dúvidas.

Certo dia, o filho de sete anos, invadiu o laboratório decidido a ajudar o pai a trabalhar. O cientista, nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar para outro lugar, mas isso não demoveu o pequenote.

O cientista procurou então algo que pudesse dar ao filho com o objetivo de o distrair.

De repente, deparou-se com um mapa do mundo que vinha numa revista. Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita cola, entregou ao filho dizendo:

– Filho, gostas de quebra-cabeças? Então vou dar-te o mundo para consertares. Aqui está o mundo todo quebrado. Vê se consegues consertá-lo direitinho. Mas tens de o fazer sozinho.

O pai acreditou que o filho levaria dias para recompor o mapa porém, algumas horas depois, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:

– Pai, pai, já fiz tudo.

Ao princípio o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível na sua idade ter conseguido recompor um mapa que jamais tinha visto.

Relutante, o cientista levantou os olhos do que estava a fazer, certo de que veria um trabalho digno de uma criança.

Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços tinham sido colocados nos devidos lugares. Como tinha sido ele capaz?

– Filho, como conseguiste se não sabias como era o mundo?

– Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando tiraste o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando me deste o mundo para consertar, eu tentei, mas não consegui. Foi aí que me lembrei da figura atrás do mundo, virei os recortes e comecei a consertar o homem, que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que tinha consertado o mundo.

(autor desconhecido)

Na vida, não adianta reclamar dos outros, se não paramos primeiro para mudar o que está errado em nós mesmos.

 

L.O

SejaaMudanca

a paz perfeita

Conta-se a história de um reino que ofereceu um grande prémio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram. O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou.

A primeira era um lago muito tranquilo. O lago era um espelho perfeito onde se refletiam plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com ténues nuvens brancas. Todos os que olhavam para essa pintura viam refletida uma paz muito grande.

A segunda pintura tinha também montanhas. Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Montanha abaixo, parecia descer uma turbulenta torrente de água. Toda a imagem era tudo menos pacífica.

Porém, um olhar mais atento, detetaria atrás da cascata, um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Nesse arbusto encontrava-se um ninho e ali, no meio do ruído e da violência da tempestade, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho.

Esta foi a pintura escolhida pelo rei que explicou:

“Paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa que, apesar de estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos em nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz, a PAZ PERFEITA.

L.O

joao-1633

um dia a seguir a outro.

 

Se pensarmos bem, a euforia vivida na passagem de ano, não faz grande sentido..

Falamos de um dia que termina e outro que começa, como acontece sempre.

Apenas um dia a seguir a outro.

A verdade é que, nos agarramos a tudo que possa transmitir esperança, mesmo que se trate de uma ilusão.

Como se findando um ano o mal ficasse para trás , os problemas desaparecessem e tudo ficasse no lugar correto.

12 meses passaram.

Um ano duro, de incertezas, dor, mais lágrimas que sorrisos.

Um ano de questões que ficam por responder, de certezas que se perdem, de dúvidas que nascem.

No entanto, um ano bom. Um ano em que afetos se renovam, o amor se solidifica e somos relembrados, mais uma vez, do que realmente importa e de quem realmente faz sentido ter nas nossas vidas.

A esperança renovada, de que melhores dias virão, acalenta-nos a alma e serena-nos o coração.

A certeza de que, as respostas que precisamos, necessitam de paciência da nossa parte e a firme convicção de que, a gratidão transforma o que temos em suficiente.

O que desejo é um ano de esperança renovada, de afetos firmados no peito e paz no coração.

Que seja leve e feliz.

L.O

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