“Não digas a Deus o tamanho dos teus gigantes. Diz aos gigantes o tamanho do teu Deus”.

Sonhar: desejar intensamente, ansiar por, estar à espera, imaginar.

A capacidade de sonhar é extraordinária. Mais incrível é podermos sonhar também acordados.

Sonhar faz-nos ficar mais felizes, faz-nos viver emoções fortes, faz-nos sentir como se andássemos em cima de nuvens.

Porém, a nossa ansiedade faz-nos por vezes perder o prazer que temos quando sonhamos.

Desejamos tanto uma coisa que nos esquecemos de pensar se realmente aquilo que desejamos é o melhor para nós.

Com tanta ansiedade, com tanta dúvida, com tantas questões que colocamos, os obstáculos que vão surgindo no nosso caminho rumo ao sonho que desejamos concretizar, tornam-se gigantes que não conseguimos derrubar.

Choramos, ficamos frustrados, revoltados perdendo a noção de que sonhar só faz sentido se percebermos que nem todos os sonhos são possíveis de realizar e nem tudo o que desejamos é de fato o melhor para nós.

Hoje dedico o meu post a todas as pessoas que, como eu, se encontram em busca de um sonho.

Especialmente para duas pessoas que carrego no meu coração: Susana e Tânia..

Deixo-vos o conselho que me deixaram:

“Sonha na medida em que os teus sonhos estiverem em sintonia com os sonhos de Deus para a tua vida”

Assim, garanto, a espera torna-se mais fácil.

Até breve.

L.O

sonho-impossivel-5

 

 

Tu és perfeita do jeito que és: sublime na tua imperfeição.

Já fui uma menina roliça.

Tive complexos pelo peso a mais, por ter um defeito no lábio, por ter os dentes da frente afastados um do outro, por falar um pouco à sopinha de massa, por ouvir mal, por não ser alta e esquia.

Quando somos adolescentes, a realidade que os outros nos ensinam, consegue ser assustadoramente cruel.

Sobrevive quem tem braços de amor em casa, quem tem pais que encorajam e protejem, quem tem poucos mas bons amigos, que caminham do nosso lado, mesmo que o nosso passo seja mais lento.

Sobrevive quem tem a mão de Deus a acalmar o coração.

E como vale a pena sobreviver a essa fase, pra depois deixarmos de nos sentir lagartas e percebermos que somos mesmo belas borboletas.

Que a opinião dos outros de nada serve quando é mesquinha.

Que não somos o que dizem de nós as linguas viperinas, mas sim o que trazemos dentro do coração.

Que a verdadeira beleza está na essência e não num corpo bonito, ou numa dentição perfeita.

Já não sou tão roliça, continuo a ter um defeito no lábio, mas adoro sorrir, os meus dentes já não estão tão afastados um do outro o que me deixa bastante triste porque seria exactamente igual aos do meu pai, continuo sopinha de massa, ouço cada vez pior e não me tornei alta nem esguia.

Porém…

Gosto tanto de ser como sou.

Este texto que decidi partilhar aqui foi escrito a uma desconhecida que a espanhóla Jessica Gómez encontrou um dia numa praia.

Partilho porque podia ter sido escrito para mim, quando tinha 14 anos.

Partilho porque podia ter sido escrito por mim hoje.

Partilho, porque ao contrário de mim, muitas meninas e meninos não têm braços de amor em casa para que acreditem que um dia tudo muda.

A todas as meninas e meninos que estejam neste momento a passar por isto, garanto, mesmo que não acreditem agora, vocês são perfeitas/os exactamente por causa das vossas imperfeições, que vos distinguem de todos os outros.

Até breve.

L.O

 

” Querida garota do biquini verde:

Sou a mulher da toalha ao lado. A que veio com um menino e uma menina.

Antes de mais nada, quero dizer-te que estou a divertir-me muito perto de ti e dos teus amigos, neste pedacinho de tempo em que nossos espaços se tocam e as tuas risadas, a tua  conversa ‘transcendental’ e a música do teu grupo me invadem o ar.

Fiquei meio atordoada ao perceber que não sei em que momento de minha vida deixei de estar aí para estar aqui: deixei de ser a menina para ser “a senhora do lado”, deixei de ser a que vai com os amigos para ser a que vai com as crianças.

Mas não te escrevo por nada disso. Escrevo porque gostaria de te dizer que prestei atenção em ti. Não pude evitar.

Vi que foste a última a ficar só em biquini.

Vi que te sentaste na toalha numa postura cuidadosa, tapando o ventre com os braços.

Vi-te colocar o cabelo atrás da orelha inclinando a cabeça para alcançá-la, talvez para não tirar os braços da tua estudadíssima posição casual.

Vi quando te levantaste para ir dar um mergulho e engolir em seco, nervosa por ter de esperar assim, de pé, exposta, pela tua amiga, e usar uma vez mais os teus braços para encobrir as estrias, a flacidez, a celulite.

Vi como estavas agoniada por não conseguir tapar tudo ao mesmo tempo enquanto te ias afastando do grupo tão discretamente como tinhas feito antes para tirar a camisola.

Não sei se tinha algo a ver, o fato da amiga por quem esperavas soltar a longa cabeleira sobre umas costas em que só faltavam as asas da Victoria’s Secret. Enquanto isso ali estás tu, olhando para o chão. Procurando um esconderijo em ti mesma, de ti mesma.

E eu gostaria de poder dizer-te tantas coisas, querida garota do biquini verde… Talvez porque eu, antes de ser a mulher que vem com as crianças, já estive aí, na tua toalha.

Eu gostaria de te poder dizer que, na verdade, estive na tua toalha e na da tua amiga. Fui as duas e agora não sou nenhuma – ou talvez ainda seja ambas – assim, se pudesse voltar atrás, escolheria simplesmente curtir a vida em vez de me preocupar – ou me vangloriar – por coisas como em qual das duas toalhas, a dela ou a tua, prefiro estar.

Queria poder dizer-te que vi que carregas um livro na bolsa, e que qualquer ventre que agora tenha dezesseis anos provavelmente perderá a firmeza muito antes de tu perderes o juízo.

Gostaria de poder dizer-te que tens um sorriso lindo e que é uma pena estares tão ocupada em te esconderes que não te sobre tempo para sorrir mais vezes.

Eu gostaria de te poder dizer que esse corpo do qual te envergonhas é belo simplesmente por ser jovem. É belo só por estar vivo. Por ser invólucro e transporte de quem tu realmente és e te acompanhar em tudo que fazes.

Eu adoraria dizer-te que gostaria que te visses com os olhos de uma mulher de trinta e tantos porque talvez então percebesses o muito que mereces ser amada, inclusive por ti mesma.

Eu gostaria de te dizer que a pessoa que um dia te amar de verdade não amará a pessoa que tu és apesar do teu corpo e sim adorará o teu corpo: cada curva, cada buraquinho, cada linha, cada pinta. Adorará o mapa, único e precioso, que se desenha no teu corpo e, se não o fizer, se não te amar desse jeito, então não merece o teu amor.

Eu gostaria de pode dizer-te – e acredita, mas acredita mesmo – que tu és perfeita do jeito que és: sublime na tua imperfeição.

O que posso te dizer eu, que sou só a mulher do lado?

Mas – sabes uma coisa? – estou aqui com minha filha. É aquela do biquini rosa, a que está a brincar no mar e a sujar-se toda de areia. A sua única preocupação para ela hoje foi se a água estava muito fria.

Não posso te dizer nada, querida garota do biquini verde…

Mas vou dizer tudo, TUDO, a ela.

E direi tudo, TUDO, ao meu filho também.

Porque é assim que todos merecemos ser amados.

E é assim que todos deveríamos amar.” 

17251583_ghrj1

 

 

 

 

 

 

 

Fui criada para ser uma mulher feliz.

 

Gostaria de conseguir projetar numa tela, para todos os que me lêem, um pouco da minha infância.

Filhas de pais com poucas posses, eu e a minha irmã éramos sem dúvida alguma riquíssimas!

Contraditório?

Vejamos:

A nossa casa era pequenina, fria, com muita humidade, porém os meus pais tornaram aquele lugar num lugar especial onde nos sentíamos sempre seguras e onde fomos, princesas, bonecas, piratas, professoras, alunas, médicas, cabeleireiras e tudo onde a nossa imaginação nos levasse.

Não tínhamos os brinquedos que queríamos mas os meus pais, muitas vezes exaustos do dia de trabalho, faziam dos nossos serões a melhor parte do nosso dia, brincando connosco, rindo, contando histórias da Bíblia e ouvindo o que tínhamos para dizer,

Não tínhamos carro, mas não era por isso que não chegávamos a todo o lado. Lembro-me que já naquele tempo gostava muito pouco de andar a pé, então o meu pai usava a estratégia de me contar histórias enquanto caminhávamos para me distrair até ao nosso destino ou então, punha-nos às cavalitas e levava-nos. Bem, pensando no meu peso da época, acredito que o meu pai preferisse levar a minha irmã às cavalitas e a mim pela mão  :)

Não havia comida com fartura ( e muitas das vezes houve apenas para mim e para a minha irmã) mas nunca em tempo algum sentimos a falta de alguma coisa.

No entanto, tão ricas!

A nossa riqueza naquele tempo, continua a ser a que mantemos hoje:

AMOR

Amor que cuida

Amor que abraça

Amor que escuta

Amor que repreende sem humilhar mas sim a corrigir

Amor que busca primeiro o interesse do outro em vez do próprio interesse

Amor que está sempre disposto a dar mesmo que não receba

Amor que perdoa

Amor em pequenos gestos

Amor no pouco como no muito

Amor que não acaba, que não arrefece

Amor todos os dias

Amor em todas as circunstâncias

Fui criada com todas as bases para fazer o correto e o melhor para mim.

Gostaria de vos dizer aqui, agora, que na minha caminhada até aos 39 anos de idade, fiz tudo como devia ser.

Infelizmente isso não seria verdade.

As escolhas erradas que fazemos na nossa vida mudam muitas vezes o rumo daquilo que deveria acontecer e mudam-nos.

Choramos, ficamos frustrados, culpamos o mundo, o tempo, os outros, o governo, etc etc, esquecendo que apenas nós somos responsáveis pelas más escolhas que fazemos.

Nessa altura resta-nos duas opções:

Ficamos caídos sem forças

ou

sacudimos a poeira e começamos do ponto onde caímos, muito mais atentos para não cometermos os mesmos erros.

Importante mesmo é a certeza de carregarmos apenas coisas boas.

Não usar a língua para maldizer os outros, mas para elogiar.

Não alimentar rancores e amargura, que de nada serve senão apenas para nos criar rugas e cabelos brancos.

Não ser interesseiro.

Não nos acharmos melhores que ninguém.

E um dia chegamos lá… ao lugar onde queríamos. Demoramos mais tempo a chegar, é certo, tudo por culpa da nossa casmurrice e por nos acharmos sempre muito sábios e inteligentes.

Depois de lá chegarmos, a caminhada recomeça, rumo a um novo lugar a um novo objectivo.

Pelo caminho, novos obstáculos, novas desilusões, mas também, novas alegrias, novas conquistas e novos desafios.

Tem sido assim no meu caminho, desde o dia em que aprendi a andar.

E em todos os caminhos que trilho, os braços de AMOR dos meus, estão sempre lá, mesmo que não mereça.

Porque o Amor é assim, pelo menos para mim.

Fui criada para ser uma mulher feliz… e sou, muito feliz, porque sou amada.

Até breve.

L.O

 

como-fica-forte-uma-pessoa-quando-esta-segura-de-s-403x403-ngbulm